ADEUS A ETERNA ROBERTA DE "REBELDE"

Nascida no Rio de Janeiro, Lua cresceu em uma família ligada à música e às artes. Antes de alcançar projeção nacional, desenvolveu trabalhos como cantora e atriz, construindo uma trajetória que passou por diferentes áreas do entretenimento.
Sucesso como Roberta em “Rebelde”
O grande destaque da carreira de Lua Blanco veio em 2011, quando ela assumiu o papel de Roberta Messi na versão brasileira de “Rebelde”, exibida pela Record TV. Na trama, a personagem era uma adolescente irreverente, de personalidade forte e estilo próprio, que conquistou o público ao longo da história.
O sucesso da novela ultrapassou a televisão. O elenco também realizou apresentações musicais pelo Brasil, aproximando os atores dos fãs e ampliando a repercussão da produção. Lua se tornou um dos principais rostos da trama, e Roberta permaneceu entre os papéis mais lembrados de sua carreira.
Trajetória na televisão, no teatro e na música
Além de “Rebelde”, Lua Blanco participou de outras produções televisivas e trabalhos no teatro. A artista também manteve sua ligação com a música, desenvolvendo projetos que permitiram explorar diferentes possibilidades criativas.
Sua atuação em várias frentes do entretenimento demonstrou a versatilidade de uma profissional que transitou entre os palcos e as telas, mantendo uma relação próxima com o público que acompanhou sua ascensão.
Uma artista que marcou uma geração
A trajetória de Lua Blanco ficou especialmente ligada à geração que acompanhou “Rebelde” no início da década de 2010. A novela, seus personagens e as apresentações musicais fizeram parte da memória afetiva de milhares de espectadores.
Com a interpretação de Roberta Messi, Lua conquistou espaço na televisão brasileira e construiu uma identidade artística reconhecida pelo público. Sua trajetória permanece associada a uma das produções juvenis de maior repercussão daquele período.
CONFIRMADO
A atriz e cantora Lua Blanco morreu neste domingo (18), vítima de câncer de intestino, que vinha sendo tratado no último ano. Conhecida por interpretar Roberta Messi na versão brasileira da novela “Rebelde”, exibida pela Record TV, a artista marcou uma geração de fãs e construiu uma trajetória que passou pela televisão, pelo teatro e pela música. A informação foi confirmada pelo irmão da artista, o também ator Daniel Blanco, nas redes sociais.
Na publicação, ele postou uma foto de Lua e escreveu: “Queridos amigos e seguidores. É com muita tristeza que informamos o falecimento da nossa amada irmã Lua Maria Blanco. Ela vinha lutando contra um câncer nos últimos meses de vida, e nesse tempo ela foi completamente rodeada pelo amor da família e dos amigos que estiveram com ela a vida toda”.
“Ela se foi em paz, preenchida de amor e com a fé plena de que ia direto pras mãos de Deus. Ela estará conosco para sempre, nos iluminando com a sua forte luz eterna. Peço respeito pelo nosso luto e silêncio nesse momento desafiador. Obrigado por todo carinho de sempre”, finalizou Daniel, assinando em nome da família.
Segundo informações obtidas, Lua descobriu o câncer já em estado avançado e chegou a passar por quimioterapia e cirurgia. Ela estava internada no Inca, no Rio de Janeiro. Chegou a usar bolsa de colostomia, mas não resistiu à doença.
Ao longo da carreira, a atriz também participou de outras produções televisivas, como “Pecado Mortal”, da Record TV, e “A Força do Querer”, da TV Globo, além de trabalhos no cinema e no teatro.
O velório da atriz e cantora Lua Blanco, que morreu neste domingo (18), vítima de câncer, será realizado nesta segunda-feira (19), em uma cerimônia reservada a amigos e familiares.
A família optou por manter a despedida privada neste momento de luto. Até o momento, não foram divulgados o local e o horário da cerimônia.
Neste domingo (18/10), Dulce Maria lamentou a morte de Lua Blanco. Nas redes sociais, a artista mexicana, que deu vida a Roberta na versão original de “Rebelde”, demonstrou tristeza com a partida da brasileira, que interpretou a personagem na adaptação da novela adolescente exibida pela Record. Abalada com a notícia, Dulce afirmou estar em choque e deixou seus sentimentos aos familiares, amigos e fãs.
Nos Stories do Instagram, Dulce compartilhou sua reação à morte de Lua e prestou uma homenagem à atriz brasileira. A mexicana contou que teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e também de dividir o set de filmagens com ela. “Completamente em choque! Tive a oportunidade de conhecê-la e gravar juntas. Sinto muitíssimo”, escreveu.
Na sequência, a artista deixou uma mensagem de carinho aos entes queridos de Lua. “Peço a Deus que dê força e serenidade à família, aos amigos e aos fãs. A todos, envio um abraço com todo o meu carinho. Voe alto, Lua linda!”, declarou.
O ator Arthur Aguiar lamentou a morte da atriz e cantora Lua Blanco, sua ex-companheira de elenco em “Rebelde”, que morreu neste domingo (18), vítima de câncer. Nas redes sociais, ele relembrou o último encontro com a artista e falou sobre a importância daquela conversa.
Na publicação, Arthur compartilhou uma foto dos dois e contou que ficou feliz por terem tido a oportunidade de conversar antes da despedida. “Essa foi a última vez que a gente se viu… Que bom que ainda em vida tivemos a oportunidade de conversarmos e falarmos tudo. Que Deus te receba de braços abertos e conforte o coração de todos os que ficaram”, escreveu o ator.

A música brasileira está de luto. Benito di Paula morreu neste domingo (18/10), aos 84 anos, em São Paulo, deixando para trás uma daquelas obras que dispensam apresentação. O cantor, compositor e pianista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia cerca de um ano. Dono de uma voz impossível de confundir e de uma relação quase inseparável com o piano, Benito se despede após décadas embalando histórias de amor, saudade e coração partido.
Antes de ser Benito di Paula, ele era Uday Veloso, carioca que encontrou na música o caminho para conquistar o Brasil. Foi especialmente nos anos 1970 que aquele homem de cabelos longos, bigode marcante e sentado diante do piano virou fenômeno popular. Benito colocou sua personalidade no samba, misturou romantismo ao gênero e ajudou a eternizar o chamado “samba joia”. Não demorou para que suas músicas saíssem dos discos e ganhassem bares, festas, rádios e, principalmente, a memória afetiva dos brasileiros.
E falar de Benito sem lembrar de “Retalhos de Cetim” é praticamente impossível. A canção virou um hino de sua trajetória e atravessou décadas sem perder o lugar no coração do público. “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Se Não For Amor” e “Violão Não Se Empresta a Ninguém” também fazem parte de um repertório daqueles que bastam os primeiros acordes para despertar lembranças. Benito não precisava seguir modismos: criou um estilo tão particular que acabou fazendo de si mesmo sua própria marca.
Nos últimos anos, as aparições nos palcos diminuíram, mas as homenagens deixavam claro que Benito continuava presente. Em 2025, por exemplo, sua história ganhou a avenida no Carnaval de São Paulo pelas mãos da Águia de Ouro, em um enredo inspirado em “Retalhos de Cetim”. Agora, fica uma despedida dolorosa para quem cresceu ouvindo seus versos, mas também um legado que não termina neste domingo. Benito di Paula se vai aos 84 anos, enquanto suas músicas ficam. E algumas delas, como ele provou ao longo de toda uma vida, simplesmente não envelhecem.
Ao longo de sua trajetória, Benito lançou mais de 35 disco, incluindo 24 álbuns de estúdio, 2 discos ao vivo e 15 compilações de sucessos. Entre os maiores sucessos do artista estão "Retalhos de Cetim", "Do Jeito Que a Vida Quer" e "Ah! Como Eu Amei".
Benito deixa um filho, o também cantor e pianista Rodrigo Vellozo, que costumava se apresentar ao lado do pai. Ele também teve um segundo filho, André Vancellote Vellozo, que faleceu em 2019, aos 36 anos, no Rio de Janeiro.
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