Grupo teatral fundado em 1987 por Leônidas Lopes leva pela 1ª vez ao evento internacional moda performática com modelos PCDs, celebrando a 10a edição do festival e a força da líder quilombola.
O Grupo Palco dos Mil Sonhos (GPMS) fará sua estreia no Festival Internacional Zouk África, que celebra sua 10ª edição nos dias 30 e 31 de maio, no MUHCAB, na Pequena África, Rio de Janeiro. A participação marca um momento histórico: pela primeira vez, um festival internacional dedicado à cultura africana e afro-caribenha no Brasil recebe o grupo teatral e cultural fundado em 1987.
Criado por Leônidas Lopes aos 19 anos, o GPMS atua há 38 anos projetando autoestima negra e abrindo espaço para talentos. Professor de história, diretor, ator e produtor com DRT pelo SATED-RJ, Leônidas desenvolve junto a crianças, adolescentes, adultos e integrantes da “Melhor Idade” a formação artística aliada à Lei 10.639/2003, que coloca o negro como protagonista da história. O grupo tem como missão o combate ao racismo, homofobia, bifobia e a qualquer forma de preconceito.
No primeiro dia do Zouk África Festival, o GPMS apresenta um desfile de moda performático e inclusivo. Modelos profissionais, alunos e integrantes da “Ala da Inclusão” – formada por modelos PCDs – dividem a passarela. Também será a estreia do núcleo de modelos com deficiência em um evento internacional.
A homenagem da apresentação é à Teresa de Benguela. Nascida em Benguela, Angola, foi trazida ao Brasil escravizada e se tornou uma das maiores líderes quilombolas do país. Comandou o Quilombo do Quariterê por 20 anos no século XVIII, com estrutura política e militar própria. Teresa é hoje símbolo de força, garra, estratégia e inteligência da mulher negra.
“Temos a consciência de que negros da nossa sociedade precisam de mais espaço, mais atenção e oportunidades para mostrarem e desenvolverem seus talentos”, afirma Leônidas Lopes, presidente fundador do GPMS. “As conquistas do grupo se concretizam através das realizações dos nossos integrantes.”
O desfile reforça a proposta do Zouk África: conectar cultura, entretenimento, turismo e negócios, tendo a negritude como eixo central de celebração e protagonismo.
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